As barreiras da comunicação humana são transpostas. O que eram apenas gritos, berros, sussurros e mímicas, ganharam forma. Do salto do satélite para o uso do silício, o virtual tornou-se a força da expressividade da comunicação humana.
Tratar sobre o virtual, a priori, é incorrer no risco de uma interpretação equivocada de alquém que desconheça ou não aprofunde o sentido desse termo. O campo semântico da virtualidade foi robustecido de significado. Hoje, o virtual confunde-se com o real.
No dizer de Pierre Levy, maior autoridade dos estudos da comunicação humana na atualidade, o virtual tornou-se real. Para ele, "o virtual não se opõe ao real, mas sim ao atual", como defende na obra "O que é o virtual?"
Parece difícil compreender essa dicotomia entre o real e o virtual. Mas, como o autor exemplifica, pode-se tomar o exemplo de uma empresa em que seus empregados trabalhem online, cada um exercendo o seu papel. A produtividade não depende, portanto, da presença física. É ser atual, presente.
Hoje, a volatilidade da informação ganhou força com a internet. A cada instante, como o pensamento, surgem novidades. É um mundo dentro do computador.
Por isso, nenhum profissional pode viver desplugado. Eu também, com minha atuação na área jornalística e, sobretudo agora, mais integralmente na educação, não poderia deixar de entrar no campo virtual.
Há muito pensava em estruturar um blog. Cheguei a ensaiar um, mas a falta de tempo não me permitiu levar em frente o projeto. Agora, ganha força e determinação.
Ormano Sousa